No dia 04/12/08 aconteceu algo orrivel, exatamente as 15:00. uma data e horario dos quais vou lembrar pra sempre. só fato de lembrar aquela voz do outro lado do telefone me dando a noticia, minhas maos já ficam
tremulas. nao cito o fato dos olhos estarem cheio de lagrimas, pois isso
já é comum desde entao. algumas pessoas falaram pra eu desviar meu pensamento pra alguma outra direçao, pensar em outras coisas, em coisas boas, aproveitar minhas ferias e tudo mais. ontem foi um dia extramamente dificil, assim como na quinta-feira(04/12) passei as 24 horas de ontem (sexta-feira 05/12) sem comer, sem fome,com nojo de comida e de gente. e como eu ainda estou em pé depois de mais de 48h sem comer? eu nao sei. deve ser a gordura reserva, ou a regra dos 3. ontem foi um dia daqueles
do qual voce nao quer ver ninguem, no maximo um programa tediante na televisao. é, foi assim, fui audiencia para a solidao. fiquei ali, so eu e meus pensamentos, tentando de alguma forma traze-lo pra perto de mim. fazem apenas 2 dias, e para mim é como a eternidade. a falta me bate ao peito de forma excrucitante, violenta, sem o minimo de pudor. uma saudade daquelas que a gente sabe que nunca será suprida. eu nao deixo um só segundo de lembrar, de respirar fundo e de segurar o choro. na noite de ontem alguns amigos insistiram para que eu saisse de casa, deixase de me camuflar, e respirase um pouco. eu nao queria, nao mesmo. queria ficar ali
com o meu choro, pra ver se aliviava a dor. depois de muita insistencia resolvi jogar a 1° roupa que achasse no corpo, e fui até o centro dessa “cidade”. como imaginei foi envao, foi pior, tudo e todos me lembravam ele. e como já esperado cai ao choro, não por ser fraca ou chorona, ser eu sou, mas o motivo mesmo era a dor, a lembrança, a vontade de falar, tocar, um suspiro que fosse. retornei entao até o meu lar, um apartamento simples, pequeno, sem grandes regalias. mas é meu local de refugio. assim me dirigi até o quarto e em choro cai novamente, me fiz mil perguntas. tive vontade de morrer. resolvi entao entrar no msn, conversar com um amigo super querido, mais um desses tipos raros, o Octavio, outro que eu adoro, e sinto orgulho. aproposito já falei dele aqui, de forma formal eu acho. percebi que ele tentava me animar, me fazer sorrir, e tudo mais. mas era impossivel. inevitavelmente lá fui eu ver as coisas do Eduardo. e assim vieram como uma chuva forte feito tempestade, todas as frases, planos, risos, carinhos e tudo aquilo que esmaga o coraçao de lembrar. reli e-mails, cartoes, textos… enfim tudo aquilo que ele fizera pra mim. rezei, rezei muito, pedi uma resposta, uma explicaçao que fosse, mas nada obtive. minha mae entao, muito amavel por sinal, já preocupada com meu estado, resolveu me impurrar ate a cama dela. e ali eu fiquei, deitada em seus ombros soluçando, e ela me fazendo um cafuné ate que eu pegasse no sono. e hoje, dia 06/12 como já era de se esperar, acordei e a 1° coisa que fiz foi ligar o pc, como se fosse ter um bom dia dele no meu e-mail, como era de costume. é como se por alguns segundos
eu esquecese o que aconteceu, e no mesmo instante lembrase. e isso é orrivel. o fato nao é esquecer ou lembrar, é nao aceitar, e nao entender como vai ser agora. como será semana que vem, na outra, na outra e assim por diante. e não adianta, eu nao tenho o pensamento otimista de “viver um dia de cada vez”. como acostumar-se com uma segunda tediante sem o bom dia, a boa tarde, um ”te adoro” no meio da tarde so pra me alegrar. a dor só almenta, eu me pergunto se será assim, uma dor mais forte, dia apos dia. me pergunto se saberei viver sem tudo aquilo que me trazia tanta alegria. que me motivava. me ajudava. me erguia e reerguia. penso que pessoas boas nao deviam morrer nunca, viver pra sempre aqui, intactas. é uma injustiça elas irem assim. ou entao, nao deveria existir pessoas tao boas, maravilhosas, encatadoras assim como ele era. pelo menos ninguem sofreria com a partida de ninguem. acho que as coisas sao mesmo como dizem, nada é justo, o mundo nao é justo. e o que aconteceu com ele foi uma das maiores injustiças que eu já vi. um dia antes fazendo planos, combinando coisas, esperando por coisas, animado, feliz, cheio de esperança. e no outro, parte assim, sem mais nem menos. sem ao menos saber o que está acontecendo. nao sei se mereço ou nao toda essa dor aqui no peito, só sei que é muita, angustiante,
arde os olhos, sinto-me tremula, fraca, sem chao, tira a fome, envade meus pensamentos sem permiçao nenhuma, e de certa forma, assim de mansinhu, vai me dominando, me exculaxando, colocando-me pra baixo e doi muito mais muito o coraçao.