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Eu ontem fui dormir toda encolhida agarrando uns quatro travesseiros chorando bem baixinho, bem baixinho, baby. Pra nem eu nem Deus ouvir.
vago na lua deserta pelas pedras do Arpoador, digo "alo" ao inimigo, vivo num clip sem nexo, num pierrô-retrocesso meio bossa nova e rock'n' roll. faz parte do meu show
Eu ontem fui dormir toda encolhida agarrando uns quatro travesseiros chorando bem baixinho, bem baixinho, baby. Pra nem eu nem Deus ouvir.
Segunda-feira:
Criar a partir do feio
Enfeitar o feio
Até o feio seduzir o belo
Terça-feira:
Evitar mentiras meigas
Enfrentar taras obscuras
Amar de pau duro
Quarta-feira:
Magia acima de tudo
Drogas barbitúricos
I Ching
Seitas macabras
O irracional como aceitação do universo
Quinta-feira:
Olhar o mundo
Com a coragem do cego
Ler da tua boca as palavras
Com a atenção do surdo
Falar com os olhos e as mãos
Como fazem os mudos
Sexta-feira:
Assunto de família:
Melhor fazer as malas
E procurar uma nova
(Só as mães são felizes)
Sábado:
Não adianta desperdiçar sofrimento
Por quem não merece
É como escrever poemas no papel higiênico
E limpar o cu
Com os sentimentos mais nobres
Domingo:
Não pisar em falso
Nem nos formigueiros de domingo
Amar ensina a não ser só
Só fogos de São João no céu sem lua
Mas reparar e não pisar em falso
Nem nas moitas do metrô nos muros
E esquinas sacanas comendo a rua
Porque amar ensina a ser só
Lamente longe por favor
Chore sem fazer barulho
Você já sentiu como se fosse entrar em colapso?
Você já se sentiu fora de lugar?
Como se de alguma forma você não fosse daqui
E ninguém te entendesse?
Você já quis fugir?
Você se tranca em seu quarto?
Com o rádio ligado e o volume bem alto,
Pra ninguém te ouvir gritando
Quando nada parece bem,
Você não sabe como é,
Ser como eu!
Ser machucada, sentir-se perdida,
Ser abandonada no escuro,
Ser chutada, quando você está no chão,
Sentir como se você estivesse sendo chacoalhada
Estar a beira de entrar em colapso,
E não ter ninguém pra te salvar,
Não, você não sabe como é,
Bem-vindo à minha vida
Você quer ser outra pessoa?
Você está cansada de se sentir deixada de lado?
Você está desesperada para achar algo a mais,
Antes que sua vida acabe?
Você está presa em um mundo que você odeia?
Você está cansada de todos ao seu redor?
Com os grandes sorrisos falsos e mentiras estúpidas,
Enquanto bem no fundo você está sangrando?
Ninguém nunca mente direto na sua cara!
Ninguém nunca te apunhala pelas costas!
Você deve pensar que eu sou feliz,
Mas eu não vou ficar bem!
(…)estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda.
Quando tá escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar
Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar
I always needed time on my own
The silence isn’t so bad,
Till I look at my hands and feel sad
And the days feel like years when I’m alone
Diga o que você pensa com esperança.
Pense no que você faz com fé.
Faça o que você deve fazer com amor!
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Hoje estou com o coração em Você é uma luz que iluminou minhas trevas
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emociona, fascina e dá medo. É , medo. Medo de que acabe antes do que se espera, antes de poder provar o gostinho da felicidade do que é sincero, medo de perder a oportunidade de se mostrar de verdade, de se entregar. É estranho perceber que sua felicidade às vezes depende da veracidade de uma palavra ou de um gesto , da sinceridade de um ato. Mas é bom saber o quanto precisamos disso, o quanto devemos isso , aos outros e a nós mesmos.
cedo pra tentar,
cedo pra lutar,
cedo pra parar,
cedo pra cansar,
cedo pra chorar,
cedo pra desistir,
cedo pra morrer!