desabafo
Vejo-me tão cansada de brincar, de sair assim dando meu coração por ai, acreditando… Essa é a palavra? Talvez empolgação. Não diria ilusão, por que essa fase já passou. E confesso que era legal iludir-se, ficar boba, ter as 1001 amizades, trocar os mais diversos tipos de carinho mesmo que se decepcionasse depois. Afinal, era tudo tão mais simples, coisas de adolescente, era toda aquela euforia de um novo mundo. Mas agora não, pelo menos não para mim, agora deixo isso para outras se divertirem. As pessoas crescem e amadurecem o significado de sentimento, afeição, química, vontade e milhares, mudam e mudam muito! Por isso só o que eu quero é que independente da relação, do grau, homem ou mulher, me ofereça somente àquilo que possa dar-me e se aproxime sem hesitação. Sei que meus pensamentos são estranhos e isso já faz tanto tempo e agora mesmo pode ser que estejam tão errados. Tenho medo de ser muito tarde, pois o show já começou a 20 e poucos anos. Mas será mesmo que tudo é o que esta parecendo ser? Às vezes tudo é tão intragável, e se eu me for, como saberei? Como poderei certificar-me? As pessoas então cegas? Será que ninguém pode ver? Nós temos uma guerra para lutar, temos um mundo com sentimentos e caráter doente, e ainda assim dizem que todos devem encontrar seus caminhos… Pelo menos é isso que dizem….”encontre seu caminho”. Porem ferida como sou tenho muitos monstros e medos em minha cabeça e ate chego ver-me caindo através de algumas mudanças, já que elas são raras. E tudo isso é como uma tempestade na luz de lindos dias ensolarados. Mas não tenho ninguém ao meu lado e certamente isto não esta certo. Mas no momento não posso dizer e nem fazer mais nada, estou congelada.
calor?
fazendo sauna sem gastar dinheiro e nem sair de casa. ¬¬
franqueza
depois de tanto tempo tudo aquilo guardado dentro dela foi vomitado em forma de palavras, frases confusas e embaralhadas mas que diziam exatamente tudo o que guardara ali dentro de si. tudo o que por tanto tempo lhe revirava o estômago fazendo os efeitos baterem no coração. talvez possa ter sido um tanto grossa e ao mesmo tempo humilde em sua forma de expressar-se para ele, mas era necessário. como depois de tanto tempo ele pode ser tão audacioso com ela? e ainda com um assunto tão delicado? ok, pode não ter sido de propósito, mas no mínimo impensável e totalmente desrespeitoso. foi como se presenciar aquela reação fosse como um ataque de bulemia, onde quanto mais ela vomitava, mais quisesse vomitar os sentimentos, as mágoas, a maneira como se sentira ofendida. mas como sempre, quem fala o que quer ouve o que não quer, e com ela não seria diferente, ainda mais com ela. de tão sensível que é ate a parte boa lhe fez chorar, mas a ruim mais ainda. talvez porque ela já estivesse calejada, e toda essa “conversas” lhe abriu as cicatrizes. e agora só lhe resta ativar a tecla pessimismo e pensar como é campeã em perder pessoas, fazer cagadas, e ser ferrada pela vida.
fome
Como já dizia Clarice Lispector, “saudade é um pouco de fome só se passa quando se come a presença (…)” . E sem essa presença a “fome” fica alí, lhe correndo pouco a pouco por dentro, incomodando, machucando, formando uma espécie de ferida da qual a cura seria aquele tal alimento. Pode ser que por algumas horas se esquece dessa fome, essa fome diferente. Mas ela nunca te abandona, hora e meia acontece algo que te faz lembrar, te faz querer se rasgar por dentro e tira-la dali com as próprias mãos, pois você sabe que o único alimento que a satisfazeria não existe mais. Havia um, somente um, aquele em especial e agora foi instinto. Assim você passa ser obrigada a aceitar que levará essa fome sempre contigo e nunca, nunca a saciara.
BEACH!
A melhor coisa é poder viajar e se livrar do stress desse mundo, ficar numa casa ali bem perto do mar chegar e ver que as ondas estão rolando (…) Um final de tarde depois um role só esperando a brisa chegar junto com as estrelas e aquele luar (…) o mais belo luar. A galera,a viola ,a praia e a foguera. Tirando uma onda a noite inteira só esperando o astro rei raiar iluminando as vidas daquele lugar (…)
- Planta e Raiz
brincadeira besta essa da vida de fazer eu acreditar que me conformei, que estou aprendendo a lidar com tais fatos e que talvez meu pedido, minha suplica a Deus para que meu coração se tornasse uma pedra tivesse se realizado, para que em um dia comum entrar dentro de mim sem a mínima licença e causar tamanha dor de querer se rasgar por dentro, cravar as unhas ao peito e arrancar de vez esse músculo que dói tanto, que acaba com suas noites, que te maltrata e lhe mostra o quão derrotada você está.
a saudade apertou
Porque hoje eu só quero chorar como um poeta do passado, e fumar o meu cigarro na falta de Absinto.
zeca baleiro
natal: para que tu serves?
para mim natal não passa de mais um dia capitalista que esse mundo criou. milhares de pessoas nem sabem o que essa data simboliza, apenas lembram-se que é época de ganharem presentes e comerem feito uns porcos. sem contar a falsidade na hora em que uni toda a familia ou em outros casos a descarada lavação de roupa suja mesmo. aquelas mil e uma mensagens positivas, cartões e o diabo a quatro de positividade, como se alguém ou a vida fosse se transformar assim, do dia pra noite só porque um outro alguém escolheu 25/12 como a data pro tal natal. sinceramente, certas coisas me irritam, mais essa é uma das do pódio.
Parece tão surreal, acredito que as pessoas sempre tiveram facilidade pra aceitar tudo o que temos, mas é difícil aprender a perder. Toda perca dói, de maneira subjetiva para cada um, porem penso que se falando de morte fica fácil entender a dor do outro ou então ao menos respeitar.
Pessoas vivem entrando e saindo de nossas vidas, algumas deixando marca outras não, algumas importantes e outras nem tanto. Tem aquelas que fazem parte da sua vida, do seu dia-a-dia, fazem parte de você e que quando se vão para sempre sua vontade e ir junto, pois uma parte sua também foi levada e seria impossível viver assim, é olhar pra dentro de si e querer rasgar-se por dentro, ter sentimento de culpa por ter ou não feito algo, é desacreditar de tudo e achar que o mundo é uma bosta, e talvez ele seja mesmo.E tem aquelas também que mesmo distantes de ti ou não tão próximas, de alguma forma lhe fez bem, passou por ti brevemente ou não, mas fez historia, marcou… mesmo dias, meses ou anos sem se verem e se falarem ou então sendo ela apenas um entre seu ciclo de amizade ainda assim consegue lhe ferir quando parte.
Tentar entender o porque, os motivos de irem assim tão cedo é como querer desvendar por completo a mente humana. Coisas acontecem, simples assim. Difícil de aceitar? As vezes difícil ate demais, mas a realidade é que cedo ou tarde todos nós iremos também.
O que mais me incomoda na verdade é a maneira como de um tempo pra cá pessoas estão partindo. Pessoas com toda uma vida para frente, 20-25 anos, é estranho, anti-natural filhos partirem antes dos pais. É estranho aceitar e entender como o mundo vem ficando ultimamente, tirando de algumas pessoas até mesmo a vontade de viver, das quais erronias ou não, egoístas ou não, tiram a própria vida. É difícil também esse mesmo grupo de pessoas serem escolhidos por doenças sem cura ou explicação, e de repente, sem mais ou menos, irem… ruim também alguém sair de casa para se divertir e não voltar devido acidentes na estrada.
Sabemos que a vida esta cada vez mais sendo uma coisa rara, viver é diferente de existir, mas mesmo assim o ser humano não aprende nunca. Não aprende nunca dizer eu te amo mais vezes, não aprende nunca valorizar o outro, não aprende nunca que o amanha pode não chegar pra si ou pra um outro alguém, não aprende nunca as conseqüências de seus atos.
Somos uma espécie que se limita ao aprender, se limita ao amor. Pedimos paz mas sempre propagamos a guerra.
16/12/09 – Alexandre e 19/12/09 – Boiko
Vão deixar saudades para muitos aqui, que encontrem a felicidade ou um jeito melhor de se viver em algum lugar que ninguém sabe como ou o que é, que a alma de vocês esteja em paz agora.
desejo
eu só quero que todos possam ser felizes o suficiente para não tirarem suas próprias vidas. eu só quero que todas as doenças tenham cura. eu só quero que o ser humano crie consciência o bastante para não dirigirem alcoolizadas e percepção suficiente evitando tantos acidentes na estrada. eu só quero que as pessoas parem de irem embora. mas como já diria renato russo: os bons morrem jovens, os bons morrem antes, os bons morrem cedo demais.
voltar…
é impossível ouvir ” Quando você voltar – Renato Russo” e não lembrar dele e é inevitável não sentir uma certa culpa por não ter agido exatamente como ela naqueles momentos que deixei de ser feliz por uma banal discussão. e é claro, totalmente fora de cogitação não se odiar por saber que agora é tarde demais, e nesse caso, é tarde mesmo. se ao menos nós pudéssemos ter alguma certeza de que quando alguém se vai, ela nos vê da onde quer que estejam…talvez doeria menos, ou seria mais fácil.
os registros aqui não deixaram de aparecer porque as datas foram esquecidas, o que era de se esperar nesse mes de dezembro seria ao minimo mas 2 textos dizendo o quanto dói, o tamanho da saudade, enfim… ao menos no dia 04 E 08. mas na verdade isso não ocorreu por pensar que se guardasse toda a tristeza dentro de si talvez ela poderia ir embora. Mas não, ela nunca vai, as vezes aumenta, em outras estabiliza, raramente se esquece talvez na verdade se deixa de lembrar devido as atolaçoes do dia-a-dia. Porem quando realmente é algo que marcou, chega uma certa hora do dia que é impossível fujir, aquela hora em que é somente você com você, nosso travesseiro e a escuridão. De olhos abertos ou não a saudade invade sem pedir permissão ou licença, ela veloz e poderosa como é, ativa um longo filme em nossos pensamentos e enquanto não nos sentirmos abandonados, fracos e aquela dorzinha que incomoda tanto, ela não deixa ninguém dormir, e mostra que se pode enganar a todos, exceto a uma pessoa: nós mesmo.
dispensa titulo
Onde, onde meu amor pode estar?
O Senhor levou-a de mim.
Ela se foi para o paraíso, então eu tenho de ser bom
Assim eu posso ver meu amor quando abandonar este mundo
Nós saímos para um encontro no carro do meu pai,
Nós não tínhamos ido muito longe
Lá na estrada, direto em frente,
Um carro estava enguiçado, o motor estava morto
Eu não conseguiria parar, então eu desviei para a direita…
Eu nunca esquecerei o barulho daquela noite:
Os pneus “cantando”, o vidro quebrado,
O grito doloroso que eu ouvi no final
Onde, onde meu amor pode estar?
O Senhor levou-a de mim.
Ela se foi para o paraíso, então eu tenho de ser bom
Assim eu posso ver meu amor quando abandonar este mundo
Quando eu acordei, a chuva estava caindo forte,
Havia pessoas paradas por todo lado
Alguma coisa quente escorrendo entre meus olhos,
Mas de algum modo eu encontrei meu amor aquela noite…
Eu ergui sua cabeça, ela olhou para mim e disse:
“Abrace-me, querido, apenas um instante”,
Eu segurei-a apertado, beijei-a, nosso último beijo.
Eu encontrei o amor que sabia que tinha perdido…
Bem, agora ela se foi, ainda que eu a abraçasse forte.
Eu perdi meu amor, minha vida, naquela noite…
Onde, onde meu amor pode estar?
O Senhor levou-a de mim
Ela se foi para o paraíso, então eu tenho de ser bom
Assim eu posso ver meu amor quando abandonar este mundo.
e de tristeza vou vivendo, aquele adeus não pude dar…
eternamente
e a cada dia que passo sem falar com ele, sem ouvir a voz, um mero oi que seja, a dorzinha aumenta de saber que essa saudade diferentes das que já tivemos nunca mais será matada. aonde ele estiver eu só quero que ele saiba que nunca morreu e nem irá morrer em meu coração.